E o muro caiu…

9 11 2009
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O muro da vergonha em um de seus perfis pavorosos.

Hoje 09 de novembro se comemora um evento emblemático na luta contra o totalitarismo, a queda do muro de Berlim há exatos 20 anos.

O que já foi um dos maiores simbolos da opressão por 28 anos (13 de agosto de 1961 ao dia 9 de novembro de 1989) e que custou a vida de centenas de pessoas e dividiu 4 milhões de pessoas; que até a sua construção compartilhavam de uma mesma identidade enquanto povo, tal qual um castelo de cartas soprado pelo vento, foi abaixo.

Este post é nada mais que uma celebração por esta data histórica e uma homenagem à liberdade, portanto, não iremos nos aprofundar nos aspectos geopolíticos propriamente ditos, mas daremos uma breve pincelada histórica.

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Achou que íamos falar sobre alta espionagem, James Bond tal e coisa e coisa e tal, né?

Em 1949, a falta de entendimento entre União Soviética e Estados Unidos quanto a ocupação militar provocou uma divisão da Alemanha em: República Democrática Alemã (RDA ou Alemanha Oriental) e República Federal da Alemanha (RFA ou Alemanha Ocidental).

A Alemanha Oriental formou-se a partir dos territórios ocupados pelos Soviéticos durante a guerra e a Alemanha Ocidental com os territórios ocupados pelos norte-americanos, franceses e ingleses.

Ocorre que a parte da cidade de Berlim ficava em território ocupado pelos Soviéticos também foi dividida e a parte da cidade que pertencia à Alemanha Ocidental ficou ilhada no país vizinho e foi totalmente cercada pelo muro construído pelos alemães orientais no ano de 1961.

O muro teria sido erguido em resposta a fuga de cerca de 2,5 milhões de moradores da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental ao longo de 1949 a 1961, a construção iniciou na noite de 12 de agosto de 1961 e prosseguiu com uma série de paredões de concreto encimados por arame farpado e protegidos por torres de vigilância e minas. 

 Berlim que até então era uma cidade que funcionava como um único organismo urbano foi cortada ao meio com o bloqueio de 81 pontos de cruzamento e 193 ruas, separando famílias, amigos e casais, afastando trabalhadores dos seus empregos, estudantes de suas escolas.

Porém, nem mesmo o aparato opressor de um regime tirânico foi capaz de sufocar o grito de liberdade.

Antes da queda do muro, ocorreram manifestações que, entre outras reinvindicações,pediam a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

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Literalmente em cima do muro, porém, sabiam o que queriam: Liberdade!

Na tarde do dia 9 de novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental, Günter Schabowski, porta-voz do governo da então Alemanha Oriental, acabara de anunciar a nova legislação sobre viagens do país. 

Devido a um mal-entendido, respondeu à pergunta de um jornalista italiano sobre o momento em que a lei entraria em vigor com uma frase que se tornou famosa: “Pelo que sei, ela entra… já, imediatamente”.

Como a entrevista era transmitida ao vivo e acompanhada tanto na Alemanha Ocidental como na Oriental, esse lapso de comunicação teve consequências abrangentes para a política mundial.

Pouco depois da “fatídica frase” as notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental corriam. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira.

Quebra o bixo

Vamo quebra tudo, vamo, vamo...Vamo quebrar tudo... Vamo!

Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e pelo fato dos guardas não terem idéia do que fazer, a fronteira se abriu no posto de Bornholmer Strabe, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental.

Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. A manhã do dia 10 de novembro foi simplesmente gloriosa, com grande multidão de pessoas em júbilo comemorando.

O que antes era símbolo de autoridade agora estava reduzido a pó, o desejo de liberdade prevaleceu em meio a escombros de um conflito que se espera fique no passado.

Fontes: educaterra,histoblogsu.blogspot,wikipédia, deutsche welle.

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Você conhece o museu da pessoa?

23 10 2009

Que tal contar para o mundo a sua história de vida e deixar para a posteridade um relato do quão maravilhoso era ser você?

Esta é basicamente a idéia do museu da pessoa, mas o que é o museu da pessoa?

Fundado no ano de 1991, mesmo com a não existência da internet (no formato e popularização atual) no começo o museu já definia a si mesmo como virtual, ou seja, um museu para preservação de histórias de vida, organizadas em uma base digital (banco de museus, CD-ROMs, etc). O seu objetivo principal era e é criar um novo espaço onde cada pessoa possa ter a oportunidade de preservar sua história de vida e de tornar-se uma das múltiplas vozes da nossa memória social. 

A crença principal “é a de que a memória social, construída democraticamente, poderia contribuir para criar diferentes perspectivas da sociedade. Uma história de vida é, sem dúvida, uma forma poderosa de entender uma pessoa. Mais do que isso, conhecer – por meio da escuta ou da leitura – um grupo de histórias de vida é uma maneira incrível de expandir a visão do mundo, pois elas são peças de informação únicas, que nos mostram como as diferentes pessoas criam suas próprias realidades”.

Senta aí, vou te contar a minha história de vida cara. Dá um romance!

Senta aí cara, vou te contar a minha história de vida... Melhor do que muito best seller que anda por aí!

O Museu da Pessoa atualmente é formado por quatro núcleos (Brasil, Canadá, Estados Unidos e Portugal) autônomos, auto-sustentáveis e ligados por metodologia e objetivos comuns, sendo o Museu da Pessoa no Brasil o primeiro.

Todos os projetos empreendidos pela Instituição utilizam a metodologia de história oral que além de resultar em um produto, sempre agregam histórias de vida ao acervo virtual.

Uma ótima iniciativa para conectar diferentes gerações, classes, comunidades e histórias de vida que não mais se repetirão.

Fonte: www.museudapessoa.net